Case: Infraestrutura de dados

CASE STUDY · DATA STRATEGY · PRODUCT STRATEGY · SERVICE DESIGN

Como criamos uma

infraestrutura de dados

para atribuir receita e

orientar decisões de

investimento

A empresa coletava dados em diferentes sistemas, mas não conseguia

acompanhar a jornada completa do usuário entre aquisição,

relacionamento e conversão. Sem essa rastreabilidade, era impossível

atribuir receita às operações corretas ou orientar decisões de

investimento.

Liderei a definição de uma estratégia de dados que conectou toda a

jornada em uma única arquitetura de rastreabilidade, transformando dados

fragmentados em uma base confiável para decisões de negócio.

IMPACTO

99+

planilhas

utilizadas para consolidar dados da operação

1

visão consolidada

Uma única lógica de rastreabilidade aplicada em todo o fluxo

VISÃO GERAL

DESAFIO

A empresa operava com dados

fragmentados entre aquisição,

relacionamento, conversão e analytics.

Cada equipe criava seus próprios

identificadores, planilhas e regras de

análise, impedindo acompanhar a

jornada completa do usuário e atribuir

receita às operações corretas.

SOLUÇÃO

Estruturei uma arquitetura de

rastreabilidade baseada em um

identificador compartilhado,

padronizando a comunicação entre os

sistemas e criando uma base única

para relacionar investimento,

comportamento do usuário e receita.

ESCALA

A estratégia foi aplicada em todo o fluxo

operacional, conectando aquisição,

relacionamento, conversão e analytics

sob uma mesma lógica de

rastreabilidade.

MINHA ATUAÇÃO

Product Strategy • Product Design • Service Design • Data

Strategy • Discovery • Facilitação • Alinhamento entre Squads

ARTEFATOS ESTRATÉGICOS

Decisões principais

Service Blueprint, Decision Matrix, Data Flow — As-Is → To-Be, Arquitetura

de Identificadores

Governança e implementação

Tracking Plan, Event Taxonomy, Data Dictionary, Dashboard Operacional,

RFC

O DESAFIO

A empresa conhecia sua

receita. Mas não sabia de

onde ela vinha.

Os sistemas responsáveis por aquisição, relacionamento, conversão e analytics funcionavam de

forma independente. Cada equipe analisava apenas sua parte da jornada, utilizando parâmetros

próprios que não compartilhavam uma linguagem comum.

Sempre que uma nova operação era criada, seus identificadores precisavam ser configurados

manualmente em diferentes etapas do fluxo. As convenções utilizadas eram conhecidas apenas

pelas pessoas que as haviam criado, e qualquer alteração exigia atualizações em planilhas,

scripts e alinhamentos entre equipes. Cada nova operação aumentava a quantidade de

parâmetros, planilhas e scripts necessários para manter a rastreabilidade funcionando.

Na prática, mais de 99 planilhas eram utilizadas para consolidar e cruzar informações da

operação. Mesmo com esse volume de dados, a empresa continuava respondendo apenas

perguntas agregadas.

Era possível saber quanto havia sido investido e quanto havia sido faturado, mas não identificar

quais operações geravam retorno, quais consumiam investimento sem resultado e onde

concentrar novos esforços.

"O problema não era falta de dados. Era

uma operação incapaz de conectá-los."

DISCOVERY

Descobrindo onde a

rastreabilidade era perdida

Antes de propor qualquer solução, conduzi um processo de investigação para entender como cada equipe produzia, consumia e interpretava os dados da sua etapa da jornada.

Mapeamos:

quais informações cada área produzia;

quais informações recebia das etapas anteriores;

como identificava campanhas e operações;

quais planilhas e sistemas utilizava;

onde existiam dependências manuais;

onde o contexto era perdido entre uma etapa e outra.

O Service Blueprint revelou que o problema não estava em uma ferramenta específica.

Cada equipe havia criado sua própria forma de representar campanhas, operações e eventos. O modelo de rastreabilidade funcionavam apenas localmente e deixavam de fazer sentido quando os dados precisavam travessar diferentes sistemas.

O INSIGHT

“O problema não era a ausência de integração. Era a ausência de uma identidade comum entre os dados.”

Cada equipe conseguia explicar sua própria etapa.

Nenhuma conseguia explicar a jornada completa.

A DECISÃO QUE DEFINIU A ESTRATÉGIA

Criando uma linguagem

comum entre todos os

sistemas

O diagnóstico mostrou que adicionar novas integrações resolveria apenas problemas locais.

A verdadeira oportunidade era criar uma identidade compartilhada capaz de acompanhar a

mesma operação desde sua origem até a geração de receita.

O desafio deixou de ser apenas de integração e passou a ser de arquitetura: encontrar uma

estrutura de identificação capaz de funcionar entre diferentes plataformas, respeitar suas

restrições técnicas e ainda preservar o contexto completo da operação ao longo da jornada.

Diversas alternativas foram avaliadas considerando: escalabilidade, compatibilidade entre plataformas, governança, rastreabilidade, esforço de implementação.

A decisão foi estruturar uma arquitetura baseada em um identificador compartilhado entre todos

os sistemas.

Esse identificador preservava o contexto da operação ao longo da jornada, reunindo informações

como origem, campanha, etapa da jornada, modelo de aquisição, plataforma de relacionamento e

demais atributos necessários para reconstruir a trajetória completa dos dados.

PROBLEMA

Cada sistema utilizava uma forma diferente de identifying operações,

usuários e eventos.

ALTERNATIVAS AVALIADAS

Manter identificadores independentes por sistema.

Criar integrações ponto a ponto.

Adotar um identificador compartilhado.

DECISÃO

Criar um identificador compartilhado como base da nova

infraestrutura de rastreabilidade.

TRADE-OFF

A alternativa escolhida exigia maior esforço inicial de arquitetura, governança e alinhamento entre equipes.

Comparação das alternativas consideradas e dos principais trade-offs que orientaram a decisão pelo identificador compartilhado. As informações deste artefato foram abstraídas para preservar dados proprietários e confidenciais.

A NOVA ARQUITETURA

Padronizando a

comunicação entre sistemas

independentes

Com a estratégia definida, estruturei uma infraestrutura para centralizar a criação de novas

operações.

Em vez de cada equipe criar seus próprios parâmetros e manter convenções diferentes, a criação

de uma nova operação passou a seguir uma única estrutura de identificação.

A interface gerava automaticamente um identificador padronizado, utilizado pelos diferentes

sistemas para preservar o contexto da jornada ao longo de todo o fluxo.

A configuração manual foi reduzida às etapas estritamente necessárias na plataforma de origem,

enquanto o restante da operação passou a compartilhar o mesmo padrão.

Além da arquitetura de identificadores, também foram definidos padrões para eventos, atributos e

documentação técnica, criando uma linguagem comum entre Produto, Engenharia, Dados e

Operações.

INTERFACE DO PRODUTO

Centralizando a criação de novas operações

A interface permitia cadastrar os dados da operação e gerar o identificador padronizado utilizado como origem da rastreabilidade.

System Map — Arquitetura de Rastreabilidade

Visão conceitual de como uma identidade compartilhada conecta diferentes etapas da jornada e preserva o contexto necessário para atribuição de receita. Sistemas, fluxos e mecanismos foram abstraídos e modificados para preservar informações proprietárias e confidenciais.

System Map — Arquitetura de Rastreabilidade

TRANSFORMAÇÃO

Da fragmentação à

inteligência operacional

Com a nova arquitetura implementada, dados antes isolados passaram a ser relacionados dentro

de uma única estrutura.

Investimento, comportamento do usuário e receita deixaram de ser analisados separadamente e

passaram a compor uma mesma visão operacional.

Essa padronização permitiu consolidar indicadores financeiros confiáveis e criou uma base

consistente para a evolução da estratégia de dados.

Data Flow — As-Is → To-Be

ANTES

99+ planilhas

parâmetros criados separadamente;

convenções compreendidas apenas por quem as definia;

planilhas independentes;

scripts atualizados manualmente;

dados fragmentados por equipe;

receita analisada de forma agregada;

dependência de conhecimento individual.

DEPOIS

Visão operacional consolidada

cadastro centralizado;

identificador compartilhado;

padrão comum entre sistemas;

contexto preservado ao longo da jornada;

custos, comportamento e receita relacionados;

indicadores financeiros consolidados;

base preparada para automação.

IMPACTO

O que passou a ser possível

A nova infraestrutura habilitou capacidades que antes não existiam.

Mais de 99 planilhas deram lugar a uma visão operacional consolidada — mas

o ganho mais importante foi tornar receita, LTV e rentabilidade rastreáveis.

Cards de impacto

Receita atribuída

Relacionar resultados financeiros às operações

e campanhas que os originaram.

LTV consistente

Calcular o valor gerado ao longo da jornada

utilizando dados conectados.

Rentabilidade comparável

Entender quais operações geravam retorno e

quais consumiam investimento sem resultado

proporcional.

Projeções mais confiáveis

Usar dados históricos conectados para apoiar

previsões de receita e resultados.

Jornada rastreável

Acompanhar o contexto da operação entre

aquisição, relacionamento, conversão e

analytics.

Decisões orientadas por evidências

Substituir uma visão agregada por análises no

nível de cada operação.

Uso operacional

Com o fim das mais de 99 planilhas, os dados consolidados passaram a alimentar um dashboard

operacional utilizado por coordenadores e diretoria para acompanhar indicadores financeiros e

apoiar decisões sobre continuidade, otimização e expansão das operações.

CAMADA DE DECISÃO

Uma única visão operacional para acompanhar resultado

O dashboard consolidava os indicadores utilizados por coordenadores e diretoria para

acompanhar receita, LTV e rentabilidade das operações.

Escala

A estratégia foi aplicada em todo o fluxo operacional, conectando aquisição, relacionamento,

conversão e analytics sob uma mesma lógica de rastreabilidade.

Evolução futura

A arquitetura também foi concebida para servir como base para futuras automações e modelos

de inteligência artificial voltados à identificação de operações com oportunidades de escala e

interrupção de esforços não rentáveis.

APRENDIZADOS

Dados confiáveis começam

por uma linguagem

compartilhada

Problemas de dados raramente surgem pela ausência de informação.

Na maioria das vezes, eles aparecem quando diferentes sistemas e equipes utilizam linguagens

diferentes para representar a mesma jornada.

Escalar uma operação de dados não é sobre conectar o maior número possível de ferramentas. É

sobre garantir que, independentemente de por onde a informação passe, o contexto da operação

original nunca se perca.

"Quando todos os sistemas passaram a

reconhecer a mesma operação, os dados

deixaram de explicar apenas o passado e

passaram a orientar as próximas decisões."

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