Case: Governança de acessos

GOVERNANÇA · PLATAFORMA B2B · PRODUCT ARCHITECTURE

Como transformei

produtos independentes

em uma plataforma

multiempresa

Cada produto gerenciava identidade e acessos de forma independente.

Estruturei uma arquitetura compartilhada de governança que conectou

empresas, usuários, papéis e permissões — e depois passou a suportar

5 produtos utilizando o mesmo modelo de identidade e autorização

.

PAPEL


Product Architecture

Discovery

Product Strategy

Facilitação

ESCOPO

SSO & IAM

Multiempresa

Papéis & Permissões

Governança de Acessos

Feature Management

ENTREGÁVEIS

Arquitetura de Identidade

Modelo de Governança

Modelo de Papéis &

Permissões

Fluxos de Administração

Arquitetura de Navegação

Princípios de Governança

FRAMEWORKS & FERRAMENTAS

Benchmark

Systems Mapping

MoSCoW

Arquitetura da Informação

Figma

Miro

IMPACTO

5 produtos

passaram a compartilhar o mesmo

modelo de identidade e autorização.

1 arquitetura

reutilizada entre diferentes produtos da

plataforma.

1 identidade

compartilhada, mantendo autonomia para

cada produto.

CONTEXTO

O crescimento da plataforma tornou

a gestão descentralizada

insustentável

Cada produto administrava sua própria autenticação, usuários e regras de acesso. Esse modelo

funcionava enquanto as soluções eram independentes, mas começou a gerar duplicidade e

complexidade à medida que a operação evoluiu para uma plataforma multiempresa.

Onboarding, offboarding e alterações de acesso precisavam ser tratados em diferentes sistemas.

A expansão da plataforma exigia uma base comum de identidade e governança.

O problema não era criar mais um login.

Era impedir que cada novo produto

precisasse reconstruir sua própria gestão

de acessos.

ANTES

Produto A → identidade própria

Produto B → identidade própria

Produto C → identidade própria

DEPOIS

Identidade & Governança compartilhada

Produto 01

Produto 02

Produto 03

Produto 04

Produto 05

DESAFIO

Como compartilhar identidade sem

retirar a autonomia dos produtos?

Centralizar tudo criaria um novo problema: produtos diferentes possuíam contextos,

funcionalidades e regras próprias.

A arquitetura precisava conciliar duas forças.

Governança compartilhada

Identidade, empresas e autorizações

precisavam seguir uma lógica comum.

Autonomia de produto

Cada produto deveria continuar responsável

por sua experiência e regras de negócio.

A questão deixou de ser apenas sobre SSO e passou a ser sobre

onde deveria viver cada responsabilidade da plataforma.

DISCOVERY

O benchmark ajudou a separar

identidade, contexto e permissão

Antes de modelar a solução, analisei produtos que já lidavam com estruturas complexas de

organizações, usuários, papéis e múltiplos ambientes.

Google Workspace

Foi a principal referência para entender como organizações e produtos poderiam coexistir sob

uma mesma identidade.

PRINCIPAIS APRENDIZADOS:

identidade compartilhada entre produtos;

administração centralizada;

troca de contexto sem novo login;

navegação entre produtos por um ponto único de entrada.

Discord

Usei o Discord para estudar uma lógica diferente: ambientes separados, papéis reutilizáveis e

permissões organizadas por contexto.

PRINCIPAIS APRENDIZADOS:

papéis agrupam permissões;

identidade permanece a mesma entre ambientes;

permissões mudam conforme o contexto;

diferentes espaços podem compartilhar a mesma conta.



Google Ad Manager

O Google Ad Manager ajudou a observar como produtos enterprise organizam hierarquias,

acessos e múltiplos níveis de administração.

PRINCIPAIS APRENDIZADOS:

governança por níveis;

separação entre acesso e operação;

administração centralizada com diferentes graus de autonomia.

O padrão se repetia: identidade não precisava pertencer ao produto.

Se cada produto continuasse sendo responsável por autenticação, usuários e permissões, a plataforma continuaria replicando o mesmo problema.

A direção passou a ser transformar identidade e autorização em capacidades compartilhadas.

PRIORIZAÇÃO

Nem tudo precisava ser resolvido no

primeiro ciclo

Usei MoSCoW para separar o que era essencial para sustentar a arquitetura do que poderia

evoluir depois.

MUST HAVE

Identidade compartilhada

Empresas

Usuários

Papéis

Permissões

SSO

SHOULD HAVE

Gestão multiempresa

Administração centralizada

Navegação entre produtos

COULD HAVE

Feature Management

Maior granularidade de permissões

Novas regras de contexto

WON'T HAVE — NAQUELE MOMENTO

Automatizações e regras avançadas

que aumentariam a complexidade

antes da validação da arquitetura

base.

ARQUITETURA

Modelei empresas, usuários, papéis

e produtos como entidades

independentes

A partir dos padrões observados, estruturei o modelo separando

identidade, autorização e

contexto de negócio

. A intenção era evitar que a entrada de um novo produto exigisse remodelar

toda a camada de acesso.

DECISÕES

Três decisões tornaram o modelo

reutilizável

1. Identidade deveria pertencer à

empresa, não ao produto

Uma pessoa passou a manter uma

única identidade, enquanto seus

acessos poderiam variar conforme

produto e contexto.

TRADE-OFF

A modelagem inicial ficou mais complexa.

GANHO

Novos produtos poderiam reutilizar a

mesma identidade.

2. Papéis deveriam agrupar

permissões

Em vez de configurar cada usuário

isoladamente, papéis passaram a

representar conjuntos reutilizáveis de

acessos.

TRADE-OFF

Era necessário criar uma camada adicional

de governança.

GANHO

A administração deixava de depender de

configurações individuais.

3. Autorização deveria ser

compartilhada; experiência, não

Cada produto continuaria controlando

sua interface e suas regras de negócio,

mas utilizaria uma referência comum

para determinar o que cada usuário

poderia acessar.

TRADE-OFF

Precisávamos definir claramente a

fronteira entre plataforma e produto.

GANHO

Governança comum sem transformar

todos os produtos em uma única aplicação.

NAVEGAÇÃO ENTRE PRODUTOS

A arquitetura deixou de

atender um produto e virou

uma capacidade

compartilhada da

plataforma

Além da arquitetura de acesso, havia um problema de navegação: se o

usuário possuía acesso a diferentes produtos, ele precisava conseguir

alternar entre eles sem sentir que estava entrando em sistemas

desconectados.

A referência veio do padrão do Google Workspace.

Criamos um ponto único de entrada para os produtos disponíveis ao

usuário, permitindo trocar de contexto mantendo a mesma identidade.

GOVERNANÇA

A plataforma passou a decidir quem

pode acessar o quê — sem controlar

como cada produto funciona

A separação entre identidade, autorização e experiência criou uma camada comum de

governança enquanto os produtos permaneceram independentes para evoluir suas próprias

interfaces e regras de negócio.

Também separamos a gestão de acesso da disponibilidade de funcionalidades.

Assim, quem pode acessar um produto e quais recursos estão

disponíveis naquele contexto deixaram de ser o mesmo problema.

IDENTIDADE

Quem é?

AUTORIZAÇÃO

O que pode acessar?

PRODUTO

Como a experiência funciona?

+ FEATURE MGT

O que está disponível neste contexto?

ESCALA

Arquitetar uma plataforma é decidir o

que precisa ser compartilhado

O sinal mais importante veio depois da definição inicial: o mesmo modelo foi reutilizado para

integrar cinco produtos com necessidades diferentes ao fluxo comum de gerenciamento de

acessos e autorização.

Uma fundação compartilhada, diferentes experiências.

RESULTADOS

O que passou a ser possível

5 produtos integrados

O mesmo modelo de identidade e autorização passou a atender diferentes produtos.

Identidade reutilizável

Usuários deixaram de depender de uma identidade específica para

cada produto.

Governança centralizada

Empresas, papéis e permissões passaram a seguir uma estrutura

compartilhada.

Produtos desacoplados

Cada solução preservou autonomia sobre sua experiência e regras

de negócio.

Base para expansão

Novos módulos poderiam partir da arquitetura existente em vez de

reconstruir a camada de identidade.

APRENDIZADO

Arquitetar uma plataforma é decidir o

que precisa ser compartilhado

Esse projeto mudou minha forma de pensar arquitetura de produto.

O desafio não estava apenas nas interfaces, mas nas relações entre empresas, pessoas,

permissões e produtos — e principalmente em definir

o que precisava ser centralizado e o que

deveria permanecer independente

.

Essa separação criou uma fundação que continuou sendo reutilizada conforme a plataforma

cresceu.

Uma arquitetura escalável não tenta

controlar todos os produtos. Ela define as

regras que permitem que eles cresçam

juntos.

© 2026 · Rebeca Albuquerque portfolio